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Podcast e réplicas por Mari e Thiago.
Comentários por Ângelo.

Ângelo é jornalista, frequentador assíduo do Matrix e fã número um deste podcast, simplesmente por ter nos elogiado e demonstrado interesse por fazer parte – afinal, temos que reconhecer e considerar aqueles que nos reconhecem e consideram. Define-se como meio rabugento. Definimo-os como meio rabugento, meio calabresa.

1.Weezer - Susanne

Â. Escutei umas cinco vezes, mas não me animei. Não sou um cara muito Weezer, pra falar a verdade. Não é uma música que provoca algum comentário, bom ou ruim. Gostava muito de Buddy Holly no começo, porque a música era legal e me fazia lembrar de Happy Days, que via todo sábado de manhã quando era pequeno. Mas cansei de tanto escutar. Say It Ain't So eu acho legalzinha. Island in the Sun é a minha preferida, mas passei a vida inteira achando que era Nirvana.

T. Eu nunca vi Happy Days. Já curti Weezer, na época do álbum azul e do Pinkerton. Depois desandou totalmente e eu deixei de curtir no geral. Nirvana eu sempre curti e sou incapaz de confundir com Weezer. Esta música deles também me dá essa impressão: nem fede nem cheira. Trilha sonora de qualquer coisa.

M. Sempre achei Weezer bem legal, mas com um som reconhecidamente fácil de gostar. Minha única bronca a respeito da banda foi ter rendido réplicas de Rivers Cuomos a cada esquina. Island in the Sun é bacana mesmo...mas daí a parecer Nirvana? Sei não... por mais que eu tente (e bem mais de 5 vezes) não consigo imaginar o Kurt Cobain cantando algo próximo de um “hep hep” na introdução de alguma musica. Weezer é felizinho demais pra ser grunge.

2. Rolling Stones - She's a Rainbow

Â. Essa nasceu pra ser trilha de alguma coisa alegre. Logo me vem à cabeça o comercial do iMac. Por tabela, lembro de drops Dulcora e daquele comercial de uma marca de TV que fez sucesso no YouTube, em que eles jogam um monte de bolinhas coloridas numa ladeira em São Francisco. Podia também substituir Simon and Garfunkel no final de A Primeira Noite de um Homem, quando o Dustin Hoffman e a Katharine Ross fogem da igreja pra pegar o ônibus. Enfim, pra escutar quando tudo parece ter dado certo. E sair saltitando em câmera lenta. Gosto muito do pianinho no começo, e o violino (?) desafinado no final lembra o começo de The Caterpillar, do The Cure.

T. Eu conheci essa música na propaganda do iMac, em 1.999. Uma pena. Ela fez muita falta na minha vida ao longo dos anos 90. É tão boa que não quer acabar, precisa de um fim brusco. Se não fosse assim, poderia durar para sempre.

M. Essa musica realmente significa tudo o que pretende. Tem todas as tonalidades, velocidades, emoções, pianinhos e ulalas-ulalalalas que só uma garota que carrega todas as cores do mundo consigo mereceria.

3. Blonde Redhead - 23

Â. Das cinco músicas, foi a que mais "grew on me", como costumam dizer. O La la la la la la, junto com esse vocal etéreo, é bem hipnótico, vicia. O Blonde Redhead é um mistério pra mim, uma dessas bandas com muito tempo de estrada e que só começaram a ser "descobertas" agora. Eu mesmo só conhecia de nome dos catálogos que vinham nos CDs da Touch and Go. Mas gostei bastante. Tem umas japas na banda, não?

T. Quem costuma dizer “grew on me”? Vou poupar os inocentes da tradução. É o tipo de coisa que parece que pega mal.

M. Embora tenha uma melodia boa, esse vocal me dá um certo bodezinho. Parece que ela tenta, tenta, mas nada acontece. Lala lala lalalas o tempo inteiro? A Kazu (sim, a japa vocalista) bem que podia preencher essas crises criativas com uhuh uhuhus, panã panã nanãs...sei lá! Se vira, coração. Sugiro uma vaquinha com os poucos (mas freqüentes) visitantes desse blog – com depósito na minha conta corrente – pra ela tomar umas aulas com a Karen O, do Yeah Yeah Yeahs.

4. Los Hermanos - Além Do Que Se Vê

Â. Gostei dos metais, e só. Não conheço praticamente nada de Los Hermanos, mas tenho certeza de que já escutei pelo menos uma música mais legal deles. Tenho uma certa aversão, e nem é por causa da música. É pelas crias que gerou. Tenho um bode parecido com The Who, por causa dos rebeldes de butique influenciados pelo Keith Moon. Ah, uma vez vi o Marcelo Camelo no Genésio e ele me pareceu meio sujo.

T. O Genésio ou o Marcelo? Bom, não dá pra culpar uma banda pelas crias. Se eu pensasse assim, por causa de Oasis eu nunca ouviria Beatles.

M. Camelos costumam mesmo ser sujos. Falta d’agua, sabe como é...

5. Menomena - The Late Great Libido

Â. Essa banda é meio queridinha dos indies, né? Vejo em tudo quanto é blog de música. Tenho uma faixa deles no iTunes, Wet and Rusting, mas essa é mais legal. Sou sempre a favor de xilofone e saxofone, mas não foi o suficiente pra dar vontade de baixar o disco inteiro.

T. Também sou a favor de xilofone e saxofones. Nesse caso, foi o suficiente pra eu baixar dois discos inteiros.

M. Já eu sou a favor de que eles, sendo uma banda tão bacaninha, mudem de nome. Menomena não dá. A palavra é desengonçada, muito “m” e muito “n” em pouco espaço. Fica mole, despenca, me lembra gelatina. E gelatina tem aquela consistência estranha....sempre que coloco na boca fico me perguntando se aquilo realmente foi feito pra comer.

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Pod e réplicas por Thiago.
Comentários por Mari.

1. Hefner – The day that Thatcher dies

M. A melodia é uma delícia, daquelas que deixam o coração mais úmido e vermelhinho. Trilha bacana pra tocar enquanto o sol ainda não se pôs. Lugar novo, você dormiu bem a noite anterior e tudo o que precisa fazer é esperar pelas boas surpresas que virão. Olha, um coral de criancinhas foi enviado para anunciá-las! Como as coisas são coloridas por aqui...

T. Desde 2001 eu conheço essa música e a Margareth não morre pra eu dar uma festinha. Quase fiz isso quando o ACM morreu, mas o pessoal lá do escritório não me deixa dançar em serviço.

2. Stephen Malkmus – Jo-jo’s jacket

M. A música começa sisuda, quase um depoimento de apresentação pra algum desses grupos de apoio que são abreviados por siglas. Mas quando - passada a tensão inicial - recomeça e se mostra, dá vontade de levar pra passear e morder o pezinho. Ô coisa fofa! Ih-ihs, oh-ohs, uh-uhs. Esses suspirinhos deixariam os Weezer mortos de inveja.

T. Posso concordar ou não, depende do que/quem tu quer levar pra passear e morder o pé. Tem gente que tem o pé sujo.

3. Gorillaz – Rock the house

M. Engraçada a sensação que essa música me desperta. Fico me sentindo toda malandrona, dona das quebradas, conhecida e respeitada e com todo o groove do mundo. Até me arriscaria a executar alguma manobra bem louca no break se vc prometesse que seguraria o ritmo nas palmas...ou até num beatbox, pq não?. Assim, só pra descontrair enquanto a rapaziada vai colando.

T. Não que Gorillaz seja das maiores malandragens do mundo, mas é compreensível. A base dessa música veio de um grupo de RAP bem da quebrada mesmo, cujo nome me escapa agora. E eu até seguraria o ritmo nas palmas se não estivesse filmando essa cena hilária. A gravação sairia toda torta porque eu não
conseguiria parar de rir.

4. Violent Femmes – Gordon’s message

M. Já que vc curte recadinhos deixados em secretárias eletrônicas, dá só uma olhada no que o Tom Zé deixou pro Fred 04, do Mundo Livre: Por Pouco (terceiro disco da banda), faixa 11.

T. Vou pegar meu CD do Mundo Livre e riscar agora essa faixa. Tom Zé não dá.

5. Ornatos Violeta – Capitão Romance

M. O que seria isso? O Manu Chao cantando em português? Arnaldo Antunes explorando o lado europeu da nossa língua? Um jamaicano radicado em Portugal lamentando tudo o que deixou de fazer? Uma salada com legumes que não conheço? Um pássaro? Um avião?

T. BÉ (onomatopéia de corneta de resposta errada). Percebe-se que tu caiu numa armadilha que eu montei só pra provar que tu não manja nada. É uma banda portuguesa, sim, até meio Los Hermanos, dependendo da perspectiva. Mas o fato principal é que o backing vocal é cantado em português pelo Gordon Gano, o vocalista do Violent Femmes. Não que eu ache um grande mérito saber dessas minúcias da música alternativa - é que por acaso eu vi num clipe.

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Podcast e réplicas por Mari.
Comentários por Thiago.
Atualmente disponível em LAVANDERIA.

1. Moacir Santos - Coisa n. 5

T. Gostei muito, me lembrou do antigo seriado de TV "Os Vingadores", dos espiões britânicos John Steed e Emma Peel - ô mulher sexy -, lá dos anos 60, que eu assistia no Multishow Retrô há mais de dez anos. Sensação de filme de espionagem, mistério, aventura - e uma flauta brasileira.

M. Não conheci esse seriado, provavelmente, por culpa do meu pai. Meus horários diários em frente a TV funcionavam como créditos de celular - como tinha exatas 2 horas por dia para usá-las como bem entendesse, preferia ficar entre Caverna do Dragão e meu videogame. Mas o clima é bem esse mesmo e Moacir Santos é um tiozão pernambucano que destrói musicalmente. Essa música faz parte do primeiro álbum dele, chamado “Coisas”, lançado em 65. Baixa aí pra ver, é coisa que não acaba mais.

2. Bob Dylan - The man in me

T. Não conheço muito Bob Dylan, tenho até certa resistência a ouvir. Mas gostei. Na letra, demonstra auto-confiança, o suficiente pra fazer uma coisa bonita sem ficar com o pé atrás. Melhor que Yestarday, p. ex., ("suddenly, i'm not half the man i used to be...") e outras demonstrações muito similares de falibilidade masculina.

M. Adoro a despretensão que essa musica sugere, parece ter sido composta na beira da piscina, entre um drink vermelho e algumas risadas. E mesmo tratando de uma relação idealizada entre “the man in me” e “a woman like you” ele não se rende ao óbvio: colore a melodia com backing vocals e cria esse clima receptivo, desarmado, gostosinho.

3. Velvet Underground - I'm sticking with you

T. Uma música musical, pelo jeito que eles cantam juntinhos e a música fica mudando. A cena é um passeio no jardim ou no parque, não? Essas coisas que casais apaixonados supostamente fazem.

M. Embora corra na boca miúda que o Lou Reed não se dava muito bem com a Nico e que só a deixava cantar músicas do Velvet escolhidas por ele, os dois mandaram muito bem como casalzinho apaixonado. Rola um clima de carrossel, carinhos e beijos abraçadinhos – “I’m sticking with youuu”. Gosto muito das variações que a melodia faz para acompanhar os cavalinhos.

4. Cody Chesnutt - On a joyride

T. Melhor que a Joyride do Roxette, e olha que eu gosto de Roxette. Intimista, fofa - tu está ficando boa nisso. Quem diria.

M. Eu tb gosto de Roxette e alucinava nas pistas, ainda jovenzinha, quando ouvia os primeiros acordes de How do you do. Mas aqui o assunto é Cody Chesnutt e Cody Chesnutt é outra praia. Ele deve ser um daqueles garotos tímidos com certo talento pra música que, após voltar de uma viagem de férias no interior, compôs essa música pra uma garotinha que roubou seus pensamentos durante uns bons dias. É realmente intimista, crua e fofa...talvez tenha sido por esse motivo que foi escolhida como trilha de um dos momentos mais puros e embaraçosos do novo filme da minha vida: Eu, Você e Todos Nós.
Caso se interesse, o rapaz tem Myspace: www.myspace.com/codychesnuttmusic.

5. Wynton Marsalis - Why, Charlie Brown

T. Eu fiz uma pesquisinha e o nome da música é assim mesmo, sem interrogação. Isso quer dizer que a tradução não é "Por quê, Charlie Brown?" e sim "Ora, Charlie Brown". Ora, Charlie Brown, você que é a mais melancólica das crianças: a vida não é tão ruim assim. Escute essa música - ela é de uma felicidade calma, de um sorriso pra si mesmo de quem entrelaça os dedos, apóia a cabeça nas mãos e se estende pra ficar deitado pensando em alguma coisa boa, num raro domingo agradável.

M. Essa música tem a sofisticação que só uma criança com um cachorrinho chamado Snoopy entenderia. E aquela simplicidade de quem, não entendendo a loucura do mundo, rebela-se com um “que puxa”.

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Podcast e réplicas por Thiago.
Comentários por Mari.

1. Camera Obscura - Lloyd, I'm ready to be heartbroken

M. Ao mesmo tempo em que a música serviria perfeitamente para a marcha nupcial de uma menina mais moderninha, o título afirma o completo oposto. Achei fofa, especialmente pela voz divertida da garota. Qto à referida história, fiquei na dúvida. Deixo para o Lloyd resolver.

T. Claro que é fofa. Que nem eu, porra.

2.JJ72 - October Swimmer

M. Eu fico imaginando como um nadador de outubro se sente, quais suas dores e o timbre da sua voz. A música me responde tudinho.

T. Me lembra Placebo, se fosse uma banda mais pop. Eu fico imaginando como se sentem os nadadores do pan ao chegar em último lugar. E o pior é que eu sei como é chegar em último lugar. E tenho a cena filmada pra provar.

3. The Breeders - Happiness is a warm gun

M. Antes de ouvir imaginei que não fosse gostar e como ousam as Breeders a regravar justo esse som dos Beatles? Mas elas se sairam bem e até conseguiram criar uma atmosfera sem gravidade e um pouco assustadora, isso comparando ao ambiente da mesma música tocada pelos beatles, bem mais familiar e acolhedora. No final ela resgata a doçura do começo mas, a essa altura, já conseguiu assustar uma pá de gente.

T. É verdade. Fiquei na dúvida na hora de colocar um Beatles, ainda mais um cover. Aqueles do 'I am Sam' deixam muito a desejar. Mas Breeders apavora.

4. Low-flying Owls - Looks of a killer

M. Não sei pq me lembrei de alguma abertura de novela das 7, na época em que metade do elenco era de adolescentes, nos primórdios da década de 90. Depois aparece essa voz meio Placebo, meio She Wants Revenge com menos efeito. As paradinhas na cantoria durante a música, embora óbvias, são estratégias que sempre dão certo. Curti a guitarra, mas só qdo ela não se exibe.

T. Ok, não gostou. Eu acho essa música foda. Quando aparece um sax, ou algum outro metal, acho que dá um sensação muito interessante. Seja lá o que isso quer dizer.

5.The Jesus and Mary Chain - Sometimes always

M. Há uma mulher nessa banda? Maria? Uia... A falta de comentários se justifica por ser Jesus and Mary Chain.

T. Maria nao. Mari. Mari Chain.

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Podcast e réplicas por Mari e Thiago.
Comentários por Gui.

Guilherme Bellia, estudante de rádio e tv, diretor de clipes amadores e curtas semi-profissionais. Portador de TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade). Largou a faculdade de direito em busca de processos mais criativos. Sua maior questão na vida é saber como se tem uma idéia. Tudo feito por seus amigos lhe parece genial e perfeito e ele não poupará elogios sinceros. Se auto-denomina "Cavalo-marinho", dentre outras alcunhas ruins.

1. Kings Of Leon - McFearless

G. Indie demais, não gostei. O som seco da caixa da bateria incomoda. Prefiro McLanche.

M. Como diriam os Moldy Peaches, “indie boys are neurotic” e os Kings of Leon, certamente, estão longe disso. Tudo bem, às vezes eles exageram na pegada gospel, se gabam por só namorarem supermodels e tudo mais, mas eles são tão ruivinhos, chorosos e countryzinhos que acho que rola dar um desconto. O som é bom, não abriria mão pelo MacLanche (além de não ser muito fã de porções mini, não achei bem louca a nova coleção dos brinquedos-surpresas). Continuo com os Reis de Leon até durar o estoque.

T. Vamos colocar um molho especial na caixa da bateria na próxima vez em que o Gui for convidado. Ou seja, nunca.

2. Cornershop - Brimful of Asha

G. Esta música é bem divertida, uma balada gostosa e
alegre, sinto-me andando através dos Casbahs marroquinos.

M. Adoro essa música, parece que todas as palavras que ele canta foram escolhidas, pura e simplesmente, por soarem redondas. E tenho certeza que ele fala “Sapidali” no começo da música, seja lá o que isso possa significar. Presta atenção só pra ver.

T. Momento nerd: na verdade, ele diz "Sadi Rani". É uma atriz-cantora indiana, será que vocês não conhecem? Google it. Voltando ao normal: Corneshop traz sempre boas lembranças. E pra quem toca violão: A, E, D.

3. The Postal Service - Such Great Heights

G. Começa com pinguinhos musicais, aí entra um peidão e a música quase vira flashdance. Depois disso fica ok.

M. Peidão, Gui? Peidão? Como ousa falar assim sobre uma música tão sofisticada? É quase a mesma coisa que trombar o David Bowie em alguma balada e soltar: e aí maluco, mó cheiro de peido aqui, né? Não casa. É coisa classuda e ponto final.

T. "Daaave, you are a genius, that fart was perfect. Can i see your yellow hand?"

4. The walkmen - The rat

G. The walkman is the instrument that the people use to listen to the rat from the band the walkman.

M. Isso, muito bem Gui! Agora o próximo passo é dizer “o rato roeu a roupa do rei de Roma” sem enrolar a língua. Em inglês.

T. WalkMEN.

5. The Smiths - How soon is now?

G. Morrissey, gênio.

M. Fico imaginando o Alladin esfregando a lâmpada. De dentro dela sai o Morrissey cantando: Ask me, ask me, ask me...

T. Gui, verme.

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Podcast e réplicas por Mari.
Comentários por Thiago.

1. Beastie Boys - Girls

T. Todo mundo gosta de Beastie Boys. Eu também. Essa música não é a melhor deles; é divertida, engraçadinha, mas repetitiva. Podia ser mais curta: uma vinheta.

M. Bobalhão, vc não sacou nada. Essa música, embora um tanto machista, é uma gracinha, toda saltitante. E nada que seja uma gracinha saltitante cansa a ponto de ser repetitivo. Quer dizer, há suas exceções. Mas esse não é o caso dessa canção e vc não manja nada sobre fofuras. My hunfs.

2. The Beatles - Ob-la-di, ob-la-da

T. Todo mundo gosta de Beatles pra caralho. Eu também. Essa música não é a melhor deles; é divertida, engraçadinha ... Tem aquela sensação de felicidade confraternizada, um monte de velhos bêbados cantando juntos. A vida prossegue, apesar de tudo. Seu maior defeito é ter engendrado, no final do século XX, seu oposto - Why don't you get a job, do Offspring - um libelo liberal. Como diz o outro, é a dialética.

M. Fico imaginando a dimensão do baixo astral que vc estava qdo ouviu essa música. Só o fato de Offspring ter te ocorrido (embora o sampler seja óbvio) comprova isso. Acho essa banda meio pedante e pretty fly for a white guy me deprime. Citação traiçoeira, menino mau. A dialética não merece toda essa culpa.

3. Clap Your Hands Say Yeah! - Clap your hands!:

T. Nem todo mundo gosta de CYHSY; eu gosto. Essa música não é a melhor deles; mas é legal por dar uma sensação estranha de circo/show de horrores. Meu primo ainda acha que o vocalista é o mesmo do Violent Femmes. Essa música o desmente.

M. Essa música é a tradução de tudo o que sinto em alguns momentos da minha vida e o fato se eu me sentir impelida, freqüentemente, a bater palminhas por aí. Rola quase o mesmo efeito de um ano de terapia, coisa louca mesmo. Quanto à observação do seu primo, achei bem pertinente. O Gordon Gano, do Violent Femmes, tem essa linha de cantar arrastado com essa rasgada caipira seguida pela galerinha folk dos Kings of Leon e até, de uma forma mais contentinha, do CYHSY. Mande um salve pra ele.

4. Flaming Lips - Yeah Yeah Yeah Song

T. Nem todo mundo gosta de Flaming Lips; eu não gosto. Essa música pode muito bem ser a melhor deles ou mesmo a pior. Não sei distinguir (= preconceito?). Flaming Lips é melhor nas nossas cabeças como conceito que na vida real como banda.

M. Sim, preconceito. Bandas ruins não conseguem criar conceitos em cabecinhas por aí.

5. Peter Bjorn and John - Young folks

T. Nem todo mundo conhece Peter Bjorn and John; eu não conhecia. Não sei se esta é a melhor música deles, mas quem se importa com a melhor música de cada banda? Esta, por exemplo, é fudida, e eu quero ouvir mais.

M. Eu fico só imaginando - com uma certa pena – aquelas pessoas que não conseguem assoviar direito qdo ouvem essa música. É muito gostosinha, toda suave e tem o clipe que é uma gracinha, cola lá: www.youtube.com/watch?v=48hcp-zDpg4

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Podcast e réplicas por Thiago.
Comentários por Mari.

1. Elastica - Mad dog god dam

M. Todos entram e se posicionam na arquibancada. Clima de circo, vc jura que viu a mulher barbada atrás de vc na fila do banheiro e se questiona a respeito de não existirem banheiros no camarim. O show começa e uma banda de palhaços vestidos como os caras do Kiss mandam ver no picadeiro. De dentro de uma caixa sai a mulher elástica, que assume o microfone. Incrível os contorcionismos que ela faz com a voz.

T. Suponho que você tenha algum tipo de incontinência, pra ir ao banheiro antes do show começar. Ou já tinha bebido muita cerveja? Seja como for, já que fez uma amiga na fila, apresenta ela pra mim.

2. Jucifer - Amplifier

M. O contraste entre o lugar frio e solitário em que a melodia está e a voz da garota é quase irritante. Parece que a banda tá querendo tirar alguma com a nossa cara. Mas então a música vai avançando, se ajustando e empolgando. Um lance meio She Wants Revenge de meninas. Calma aí, esse barulhinho está na musica ou é meu telefone tocando?

T. Tu ouviu a música errada. O barulhinho do telefone tá no funk das atoladinhas.

3. Le Tigre - Deceptacon

M. Essa música me lembra muito o Matrix e até a culparia por me fazer voltar sempre lá. É aquele tipo de música com o timing perfeitamente ajustado a você; adoro quando todos os outros efeitos param e dão lugar às palminhas eletrônicas - See you later! - tenho até coreografia pra isso, te ensino.

T. Opa, adoro coreografias de balada. Obviamente não consegui decorar nenhuma até hoje, mas vou te dar uma chance. Pode ser que como dançarina tu seja uma boa professora.

4. Garbage - When I grow up

M. Era aquele tipo de sonho que todo mundo já teve na vida: vc está em algum lugar quase vazio, sem nenhuma interferência aparente, mas as cores tinham viço e eram menos intensas, os sons em mono e a visão limitada, como se estivesse com um véu nos olhos (será que é assim que noivas se sentem?). Eis que um evento muito importante acontece – isso era tudo o que vc estava esperando! – e todos os seus sentidos recuperam a razão. Claro, pra perdê-la logo mais na pista de dança.

T. Freud explica. Os sonhos são manifestação do inconsciente em momentos de distração do superego, etc etc. No caso, a vontade reprimida de dançar. Aposto que teus pais não te deixavam dançar quando criança ("when I grow up") e te adestraram pra arranjar um marido. Por isso a figura da noiva te assombra. Pode estar relacionada também ao medo da loira do banheiro ou de gelatinas de abacaxi em geral.

5. Fiery Furnaces - Here comes the summer

M. Os soldados do exército do Dom Quixote deviam treinar a marcha oficial com essa música de fundo. Ela tem um compasso engraçado, uma afinação desafinada, gozadora. Não tenho tanta certeza se gosto da vocalista, fico imaginando a Muriel apresentando um cover do ABBA no palco de alguma balada em Cancun, é estranho.

T. As pessoas que escrevem neste blog têm fixação por exércitos marchando: fadas, dons quixotes. E não têm nenhum respeito pela autoridade: imaginar uma marechala fazendo cover de ABBA em Cancun poderia ensejar alguma pena bizarra numa corte marcial fantástica.

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Podcast e réplicas por Mari e Thiago
Comentários por Renata Barea.

Renata Barea, 28 anos, editora de vídeos. Fala português, inglês e um dialeto usado e entendido apenas em sua casa no interior, entre as Bareas. Não costura nem borda, tem pouca paciência para provar roupas e, vira e mexe, aparece com um som da horinha pra mostrar. Agora é nossa vez, segura Rê!

1.Secos e Molhados - Amor: Gostei de cara. … um lance meio de sonho com uns barulhinhos que parecem harpas e esse baixo forte como se guiasse um exército de fadinhas, todas marchando e mexendo suas asinhas! As pausas na música, quando só o vocal do Ney, que imagino deve estar no seu momento mais Plumas e Paetes nessa parte da música, me surpreendem. E encerrando com um tiritiripi, adoro músicas que substituem letras por barulhinhos.

O baixo é bom, a letra é boa. O tiritiripi substitui na hora certa.

O tipiritiripi é o barulho da nave do David Bowie pousando no quintal do Ney num dia em que eles foram juntos a uma competição que elegia o artista de visual mais deslumbrado. Dizem que foi depois de perder pro Ney que ele resolveu matar o Ziggy Stardust.

2.Beck - Sexx Laws: Uiiiii .. adorei os trompetes! Música pra sair da pista descabelada! Dançar daquele jeito mais livre e desengonçado! Se rolar uma química pega alguém do lado e dança combinadinho ... com umas viradinhas estratégicas na pessoa! Acho que é um lance de ombros tb, mexer mais da cintura pra cima e fazer uma marcação com os pés ... e no refrão fazer bem Pápápá Pápápá .. quando não tem letra a gente improvisa!!!

Esse lance de mexer só da cintura pra cima dá enrosco. Sempre volto pra casa com o pescoço doendo.

Quem vê pensa que dançam uma maravilha. Na pista, são como Beavis e Butt-Head: uma só rebola, outra só balança a cabeça.

3. The Fratellis - Everybody knows you cried last night: Não sei se gostei muito dessa música. Curti a guitarrinha e a batera, mas não me empolguei muito. Acho que nessa música iria comprar uma cervejinha.

Eu sairia da pista também. Mas não ia precisar da cerveja, pois a música já é um porre. Iria direto pro Engov.

Ai, ai, que chatinhos! Para o governo de vcs eu até gosto dessa música e usaria métodos pouco suaves para convencê-los a ficar na pista.

4.Queens of the stone age - Like a drug: Gostei do lance meio filme do Quentin Tarantino, a voz macia. Me lembra um estrada escura em algum deserto, com um barzinho chinfrim e com um monte de caminhoneiros vendo um strip tease ... e a banda tocando ao vivo.

A cena ficou bem descrita. Dois ouvidos e um olho pra banda, outro olho pra garota fazendo o nu artístico.

Estrada Perdida com pitadas de Um Drink no Inferno. Beleza, diagnóstico fácil: o paciente apresenta manifestações avançadas de sociofobia, inclinações para o alcoolismo, aparente negação da ninfomania adquirida e retina pouco tolerante à luz...Por falar nisso, os zumbis continuam aparecendo nos seus sonhos, Rê?

5. Sonic Youth - Reena: Sonic Youth, banda noinha que eu adoro. Vocal feminino meio rouco dando aquele charme. Essa com certeza, escutaria no carro .... vidros abertos e o som arrebentando. Madrugada meio embriagada e meio apaixonada. Batendo as mãos na direção e acompanhando a música ... num mundo só meu apertaria o botão e decolava ...


Só tome cuidado com as estrelas, sugar.

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Podcast e réplicas por Mari.
Comentários por Thiago.

1. Stereo Total - Nationale 7: Essa música faz mexer os ombrinhos e bater os pezinhos, tudo de forma diminutiva, tímida, nerd. Pra dançar discretamente sentado na baia do escritório. De repente, no refrão, o Dilbert está dançando sobre a mesa, despirocadamente.

Eu tenho certeza que aquelas irmãs cantoras do Bicicletas de Belleville apresentavam um número divertidinho com essa música. Isso na época em que cantava e dançava-se mais, fumava-se charuto e usava-se chapéu elegante pra sair de casa, as cozinhas cheiravam bolos fresquinhos e o todos os dias tinham temperaturas amenas. O tempo corria devagarinho, devagarinho.Vc citou o Dilbert. É inanimado, mas é desenho. Tem bichinhos fofos e gente estranha, os dois estão em capas de cadernos...Taí, vc pegou o espírito da coisa.

2. Brigitte Bardot - Moi je jou: Aqui a festa já pegou fogo e todos os ombros estão balançando e se insinuando uns pros outros. Meio safada, meio recatada. Brigitte, não tenho idéia do que você fala, mas não pare por favor.

Je t'aimerai plus fort
Oh oui plus fort
Oh oui oui oui, plus fort
Oh la la...

3. Pink Martini - Je ne veux pas travailler: No dia seguinte, um dos casais da festa, troca carícias e segredos na cama. "Não quero mais trabalhar". Afeto e sinceridade. Um momento gostoso.

afeto...sinceridade...carícias...
Pera lá, da Fonseca! Onde é que essa historinha vai chegar?

4. Serge Gainsbourg - My lady Heroine: Sozinho, passeando, curtindo a vida, sem ressacas ou arrependimentos da noite passada. Não chove, não faz frio. Uma tarde introspectiva e feliz.

chala-la chala-la chala-la
Serge Gainsbourg transborda romantismo francês, anda pelas ruas jogando seu charme discreto, move seu cabelo desalinhado em câmera lenta, uuuui! Não é a toa que namorou todas as francesas gostosonas da época (Brigitte Bardot, Jane Birkin...). Bon Vivant de categoria.

5. Plastic Bertrand - Ça plane pour moi: Trilha sonora pra final feliz de filme: deu tudo certo e ainda tenho o sábado pela frente pra tudo continuar dando certo. Danço na rua, ninguém entende, mas é assim mesmo nos filmes.

Leiloaria meu rim e meus vinis pra te ver dançando Plastic Bertrand sozinho e felizinho na rua Augusta. Pode apostar, ninguém faria isso num filme.

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Podcast e réplicas por Thiago
Comentários por Mari


1. The Go! Team - Panther Dash: o começo da música me lembra muito a música de entrada dos shows da Ivete Sangalo (e antes que vc me pergunte, não, nunca fui a nenhum). Qdo finalmente ouvi o "one, two, three" das meninas, já me imaginei em um show de talentos de uma escola americana e essa banda, embora formada pelos nerds do clube de ciências, está arrebentando no palco. Mas empolga, e já estou até dançandinho.

A idéia era empolgar logo de cara mesmo. Muito mais que um show da Ivete. Uma vez ganhei ingressos para a área VIP de um show dela na praia. Vendi por 50 cada um. Teve gente que pagou. Um casal brigou pelo último. Não sei se reataram.

2. Afghan Whigs - 66: Ui, essa é sexy. Tão sexy que deveria se chamar 69 (hohoho). E então parece que ele se dá conta que está sendo tomado pela sensualidade exacerbada, segura um pouquinho a onda e logo perde a mão de novo. É boa e tb dá vontade de dar uma dançadinha. Ou fumar e pensar na vida. De todo modo, o vocalista das Asas Afegãs tem voz boa....uma coisa meio sexybomb.

É WHIGS! WHIGS!! Como ousa não saber o nome de minha banda talvez-favorita? É sexy mesmo, sua assanhada, quer que eu te apresente o vocalista? é o Greg Dulli. ele formou outra banda com o fim dos Whigs (WHIGS!): The Twilight Singers. E põe sexy nisso. Te empresto.

3. Cat Power - The Moon: Pq ela tem essa pegada country, Johnny Cashmente afetada? Não sei o qto gosto dela, posso pensar?

3 MIN.

4.The Cardigans - Sick and tired: Los Hermanos! Bom começo. Dá até pra brincar de roda, repara. E ela tem essa voz bonitinha, a música vai ficando feliz e esperançosa e, qdo vc vê, lá está seu coração todo expandido...

Sim, eu sempre percebo um Cardigans nos Hermanos. É superbonitinha, a primeira faixa do primeiro cd deles - Cardigans, não Hermanos.

5.The Dears - You and I are a gang of losers: Primeiro que o nome da banda é uma gracinha e já me conquistou uns 40%. E eles tocam e têm voz de queridos mesmo, colocaria o cd deles do ladinho do cd do flaming lips. Um gde "oum" pra essa banda.

Essa eu escolhi pelo nome. Precisamos retomar nossa gangue.